quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Eclipse

Chegando à base da pirâmide, já pela manhã, Saiyd desfaz a magia de invocação das montarias fantasmagóricas. O grupo começa então a subir uma imensa escadaria que circunda a pirâmide, até chegar a uma entrada na face sul, aproximadamente na metade da altura da mesma. Na entrada, dois sacerdotes guardam o templo, trajados semelhante a Saiyd. Um deles ia interceptar o grupo, mas ao ver Saiyd com eles, o guarda os deixa passar, desde que cada um deixe na entrada uma quantia simbólica de ouro. Elenor, que havia conseguido algumas moedas de ouro na taverna Serpente de Sangue em Tapista, as deixa na entrada, como pagamento por todo o grupo. É então, que o grupo finalmente adentra ao templo.
O templo exibe em seu interior vários quadros, em molduras de ouro, assim como vasos e outras ornamentações. Não se vê muita movimentação dentro do templo.

* Saiyd: Estranho... Os clérigos de Azgher só saem do templo em missões importantes, ou para buscar ouro para fundir magicamente ao símbolo sagrado do templo...
* Eldred: Lugar bonito...

Andando por mais algumas câmaras, o grupo é abordado por um outro sacerdote.

* Sacerdote: O que desejam no templo d'Aquele-que-tudo-vê?
* Saiyd: Desejamos uma reunião de urgência com os sumo-sacerdotes.
* Sacerdote: E que assunto desejam tratar nessa reunião?
* Saiyd: O retorno da Lady dos Pesadelos.
* Sacerdote: Pois bem, aguardem, prepararei os irmãos para recebê-los.

O sacerdote sai por uma porta a esquerda do grupo.

* Hallherrin: Que pantinho da gota pra falar com os sumo-sacerdotes...
* Saiyd: São os procedimentos daqui caro Hallherrin, por favor, entenda...
* Hallherrin: Tá dando fome... Ainda bem que daqui a pouco é hora de almoçar.

O sacerdote então, retorna para o encontro do grupo.

* Sacerdote: Por favor, entrem, eles irão recebê-los.

O grupo então entra pela porta que o sacerdote havia saído. Após um curto corredor, o grupo se encontra em um grande salão, com vários assentos ao longo dele, e mais a frente, um altar, onde duas figuras humanóides os observam. Saiyd avança em direção a eles, até chegar próximo ao altar, e reverenciá-los. O grupo então, faz o mesmo, apesar da relutância de Hallherrin e Eldred de se curvar.

* Saiyd: Obrigado por nos receberem.
* Raz-Al-Ballinn: O que traz de notícia...
* Raz-Al-Baddinn: ...Ao nosso templo sagrado?
* Saiyd: A situação está pior do que se imaginava... A Lady realmente voltou, e para piorar, mandou um dos nossos para algum lugar desconhecido, pelo menos é nisso que eu acredito...
* Raz-Al-Ballinn: Por que tu achas que...
* Raz-Al-Baddinn: ...Esse dos nossos ainda vive?
* Saiyd: Normalmente, quando um dos nossos morre, nossos espíritos vão ao plano de Azgher, Solaris... O espírito de Nagaika não se encontra por lá, assim como também não está nesse plano material... Por isso eu acredito que ele foi parar em algum outro lugar, ao invés de ter morrido.
* Raz-Al-Ballinn: A Lady pode ter usado seus poderes...
* Raz-Al-Baddinn: ...Para aprisionar o espírito de nosso companheiro.
* Saiyd: Eu pensei nessa possibilidade, mas algo estranho ocorreu... Faz alguns dias, encontramos esse jovem, seu nome é Karvos. Ele diz vir de um lugar chamado Cormyr. Ele apareceu trajando os pertences de Nagaika, e sua aura e aparência são praticamente idênticas as dele. Coincidência ou não, ele apareceu na cidade de Tapista, por obra de uma magia de teleporte mal-sucedida, no mesmo dia em que Nagaika desapareceu.
* Raz-Al-Ballinn: Isso já aconteceu uma...
* Raz-Al-Baddinn: ...Vez a muito tempo...
* Raz-Al-Ballinn: A Lady...

Os irmãos são interrompidos por um tremor. De repente, tornam-se fogo vivo, para depois desaparecerem sem deixar vestígios. Os tremores aumentam, e o grupo corre então para fora do templo, para caso o templo venha abaixo, não serem soterrados. O grupo olha ao redor, a procura de algum lugar seguro. É então que se vê que o grande símbolo do sol, feito de ouro, que a pirâmide ostentava, torna-se pedra pólida. O céu começa então a escurecer. Porém, não é o sol que está sumindo. O sol, antes brilhante como o próprio ouro, exibe agora chamas negras em sua composição.

* Saiyd: Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh!

Saiyd grita, parece que uma dor sem tamanho reside em seu braço esquerdo. Ele arranca com furor as proteções de seus braços, na tentativa de aliviar aquela queimação. Após tiradas, vê-se que uma figura brilha como brasa e que marca seu braço esquerdo. Parece a cabeça de uma maça, vista de cima, assemelhando-se ao sol. Em seu redor, palavras na antiga linguagem do fogo podem ser vistas, brilhando também como brasas.

* Saiyd: Amaunator...

Um por um, os outros sacerdotes que haviam no templo, viram chamas e somem, como aconteceu com os irmãos Raz-Al-Ballinn e Raz-Al-Baddinn, restando apenas Saiyd.

* Saiyd: O que foi tudo isso? Sinto-me... Estranho...
* Elenor: Estranho como senhor Saiyd?
* Saiyd: Me sinto... Humano de novo...





PRÓXIMO CAPÍTULO: O GAROTO QUE PODIA VOAR

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